Um Convite de Quaresma para todos os Peregrinos Espirituais
Por SurprisedPorjoy@yahoo.com e Gods_gnome@yahoo.com
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Por Surprised by Joy
Hosana!
Marcos 11: 1-11
"Hosana nas alturas!"
O evento de hoje é tão importante que todos os quatro escritores dos evangelhos compartilharam as suas perspectivas sobre ele, que pode também ser encontrado em João 12: 12-15; Mateus 21: 1-9 e Lucas 19: 29-38. Através de todas as quatro reflexões, entendemos melhor o drama e a dinâmica deste evento comumente chamado de "a Entrada Triunfal." Jesus entra em Jerusalém depois de três anos de árduo sacerdócio para cumprir a profecia e para iniciar a sua última semana de vida antes da cruz. Esta última semana é conhecida como a "Semana da Paixão." Depois desta entrada triunfal em Jerusalém, Jesus começa a afastar-se do sacerdócio e intencionalmente concentra-se em preparar o seu grupo de doze discípulos para os dias restantes à sua frente.
Jesus era um renomado fazedor de milagres, professor e curandeiro respeitado. Recentemente ele tinha ressuscitado seu amigo Lázaro. A Páscoa Judaica estava para começar. Imensas multidões de peregrinos amontoavam-se em Jerusalém para os ritos religiosos. E encontramos Jesus indo intencionalmente para caminhos danosos. Nesta entrada triunfal, ele deliberadamente provocou as autoridades do Templo. Ele sabia que a partir daquele momento eles iriam fazer alguma coisa contra ele na primeira oportunidade que tivessem.
Então, a história é essa. Todos os escritores do evangelho notaram que Jesus tinha um plano e que os discípulos simplesmente fizeram “o que Jesus os instrui a fazer.” Dois discípulos foram enviados à frente para achar uma mula que nunca tinha sido montada. Eles trouxeram este jovem animal para Jesus. Os discípulos colocaram as suas capas na mula para que Jesus sentasse em cima. E a procissão entrou em Jerusalém enquanto Jesus chorava sobre a cidade (Lucas 19: 41). Ele sabia o que o esperava. A traição, a injustiça, a tortura e a morte estavam para chegar.
Assistimos as multidões desvairadas com toda a excitação. O povo jubilosamente começou a enaltecer Deus pelos muitos milagres que viram e ouviram terem sido feitos por Cristo. Eles cortaram galhos nos campos e os colocaram na estrada na frente da jovem mula. O povo entoava "Hosana! (Graças) Abençoado é aquele que vem em nome de Deus! Abençoado é o reino vindouro de nosso Pai David! Hosana nas alturas!" E a cidade toda agitada perguntava, "Quem é esse?" E as multidões respondiam, "Este é Jesus, o profeta de Nazaré na Galiléia" (Mateus 21:10-11).
E aqui está a chave deste evento. Jesus chegou publicamente como o Messias. Jesus é o Cristo. Ele é Aquele Enviado por Deus. Não há simplesmente outro nome sob o qual somos salvos. O nome dele é o nome acima de todos os outros. Em Cristo, encontramos um novo relacionamento com Deus. Jesus reinvidica ser a realização da profecia do Velho Testamento (Zacarias 9:9). Disseram-nos que depois de chegar a Jerusalém, Jesus foi ao templo e somente olhou tudo. Eu me pergunto o que ele estaria pensando.
Oração: Hosana! Graças a Deus! Abençoado seja Cristo que vem em nome do SENHOR! Hosana nas Alturas! Amém.
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Sexta Segunda-feira da Quaresma
Por God’s Gnome
Preso
Marcos 14: 43-50, 53
"Eles o agarraram e o prenderam."
Qualquer um que estivesse acordado em Jerusalém naquela manhã ficaria impressionado ao testemunhar a partida daquele grupo estranho da cidade. Ninguém tinha visto antes os fariseus marchando com os legionários romanos ou com os saduceus. Nenhum destes grupos confiava uns nos outros, mas nesta noite eles marcharam juntos seguindo os passos de Judas. Pois Judas, na sua traição, tinha sinalizado que o homem que iria beijar seria aquele que procuravam.
O barulho do grupo aproximando-se acordou os oito discípulos que estavam dormindo na caverna e eles se levantaram para ver o que estava acontecendo com Jesus, juntando-se a Pedro, Tiago e João. Lá estava Jesus em pé, sua face iluminada pelas tochas, e Judas encaminhando-se para ele, o saudou com um beijo. Este mesmo beijo de traição conheceu a sua contraparte neste dia. Para Judas, Jesus não ofereceu nenhuma palavra de censura, somente sua compaixão e perguntou, "Judas, com um beijo você está traindo o Filho do Senhor?"
Para o grupo à volta dele, Jesus perguntou, "Quem vocês estão procurando?" "Jesus de Nazaré" foi a resposta deles, ao que Jesus replicou. "Eu sou ele", e suas palavras pareceram instilar medo nos guardas do Templo. Os soldados romanos encaminharam-se para a frente e para eles Jesus repetiu a sua questão. E novamente declarou, "Eu sou ele", mas, desta vez ele inclui na sua réplica uma demanda para que seus discípulos não fossem molestados. E então Jesus olhou para o grupo e falou as seguintes palavras, "Vocês vieram para me capturar com espadas e bastões como se eu fosse um bandido, ainda que dia após dia quando eu ensinava no Tempo vocês não me prenderam." Pedro, sempre querendo brigar por suas crenças, arrancou a orelha de um dos servos do Sumo Sacerdote, e Jesus esticou sua mão adiante e a orelha foi restaurada. Os romanos prenderam Cristo formalmente e a marcha para a residência do Sumo Sacerdote começou. Os discípulos fugiram.
Muitos de nós passamos por períodos em que aqueles que amamos, respeitamos e admiramos passam por eventos esmagadores. Algumas vezes parece que a nossa segurança é ameaçada em razão da nossa associação com estas pessoas. Como os discípulos poderemos escolher fugir em nosso medo. Existem épocas em que a nossa associação com a nossa comunidade espiritual acende fogos de abuso de outras pessoas. Há épocas nas quais, como os membros da Igreja antiga, podemos achar as nossas vidas e as vidas de nossas famílias ameaçadas por causa do nosso relacionamento com Jesus. Jesus enfrentou e assumiu o controle da situação quando foi preso. Não haviam dúvidas em sua mente que, apesar das aparências, Deus estava em controle. Enfrentando as mesmas probabilidades que confrontaram o nosso Salvador, teríamos a mesma segurança?
Oração: Deus, existem épocas que somos forçados a estar em situações que não escolhemos, ou quando parecemos estar cercados por aqueles que nos desejam mal. Fortaleça a nossa fé para que possamos testemunhar os seus soluções em todas as áreas de nossas vidas. Amém.
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Por God’s Gnome
A Noite em que a Justiça Morreu.
Marcos 14: 55 – 60
"Os principais sacerdotes procuravam um testemunho contra Jesus para o matar, e não o achavam."
Muitos de nós enfrentamos circunstâncias que consideramos injustas. Algumas vezes aprendemos que podemos recorrer à lei para remediar a situação. Mas, quando aqueles responsáveis por fazer cumprir a lei escolhem ignorá-la, de quem devemos buscar justiça?
Os sinédrios, administradores de assuntos religiosos, tinham os seus procedimentos regulamentados por um dos tratados de Mishnah. O tribunal, que se reunia somente no Pátio das Ruínas, não tinha permissão para ser convocado durante a noite e nem durante as grandes festas. Cada membro tinha que dar o seu veredicto separadamente e se o veredicto fosse condenação à morte, era preciso que uma noite se passasse até que se cumprisse com o decidido. Isto era para permitir que o tribunal tivesse chance de mudar a sua sentença, ou talvez a decisão a respeito da misericórdia.
Quando Jesus foi trazido perante o sinédrio, o tribunal não estava reunido no seu próprio edifício. Foi um julgamento noturno. Não existem registros de veredictos pronunciados individualmente. As falsas testemunhas que foram chamadas para testemunhar contra Jesus discordaram umas das outras, e finalmente, o Sumo Sacerdote, fez uma pergunta que era proibida por lei. Era proibido fazer questões cujas respostas poderiam incriminar o réu; e o Sumo Sacerdote perguntou à Jesus se ele era o Messias prometido. Com sua resposta, Jesus declarou-se culpado da acusação de blasfêmia, uma acusação cuja pena era a morte.
Na face da injustiça, no momento de nossos julgamentos, somos freqüentemente confrontados com decisões que afetarão profundamente o nosso futuro. Antes de responder, pausamos momentaneamente enquanto pesamos as conseqüências de nossas palavras ou ações. Talvez para preservar o nosso emprego, família ou nossa própria vida somos tentados a negar a verdade, pois nos custaria muito caro. Jesus respondeu aos seus inquiridores com confiança e coragem. Ele tinha chegado tão perto da realização da profecia, que estes homens precisavam tirar o seu poder, se livrar dele antes que as suas próprias vidas fossem expostas como corruptas. Ele tinha se tornado o bode expiatório deles, alguém cuja morte iria desviar os olhos e a mente do povo das vidas manchadas de pecado de seus líderes.
Com a sentença de morte declarada, alguns daqueles homens eminentes começaram a humilhar Jesus cuspindo nele, enquanto seus servos o esbofeteavam. Este comportamento num tribunal da lei pode parecer ultrajante para nós, assim como o pareceu para Jesus, mas não ouvimos nenhuma palavra, nem um sinal que ele tenha considerado retratar-se. Uma vez que falamos a verdade em conexão com algum tipo de discriminação seja de idade, gênero ou raça, na mente daqueles que adulteram a justiça somos vistos como causadores de conflitos. Se questionarmos sobre comida armazenada enquanto milhões morrem de fome, somos considerados uma ameaça para a economia. No mundo inteiro, desde que Jesus fez as suas declarações, milhões de homens e mulheres foram massacrados por causa da sua fé. Nos chamamos a nós mesmos de pessoas civilizadas, mas sem justiça – a justiça que pode ser vista como justa e igual para todas as pessoas – somos uma multidão sem lei. Hoje, vamos parar por um momento e refletir como o nosso país seria diferente se a justiça tivesse prevalecido em nossas igrejas, escolas, governo, locais de trabalho e em nossas próprias casas e vidas. Com Jesus, a Justiça pode ser ressuscitada do seu sono da morte?
Oração: Deus, Ensina-me a não somente observar a justiça em minha vida diária, mas também a mostrar misericórdia. Amém.
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Sexta Quarta-feira da Quaresma
Por God’s Gnome
Conveniência
Marcos 15:12
Pilatos perguntou a eles novamente, "O que devo fazer com o homem que vocês chamam o Rei dos Judeus?"
A história de Pilatos nunca pode ser relegada para uma data específica porque é uma história que testemunhamos em qualquer dia de nossas vidas, em qualquer rua, cidade ou país. Poncio Pilatos era o procurador da província, responsável exclusivo do imperador romano. Para conseguir este posto ele teve dar provas de ser bom soldado e administrador. A partir da data que assumiu o seu posto houveram problemas, principalmente aqueles causados por ele mesmo. Ali estava um homem que, ao contrário de seus predecessores, recusou-se a remover as águias e as imagens do imperador dos estandartes antes de marchar para Jerusalém. A oposição resultante deste ato foi tão forte que forçou-o a desistir, sendo que as suas únicas outras escolhas eram prender e massacrar toda a nação judaica. Quando ele decidiu construir um novo aqueduto, usou o dinheiro do tesouro do Templo para pagar os custos envolvidos nesta construção. A sua reputação tornou-se tão ruim, que os Judeus ameaçaram mandar uma delegação para o imperador para relatar as suas más ações.
As autoridades locais estavam determinadas a condenar Jesus à morte, e trouxeram-no para Pilatos com três acusações políticas. Primeiro, ele era acusado de ser revolucionário, segundo, ele era acusado de incitar a população a não pagar impostos e terceiro, ele era acusado de declarar-se rei. Pilatos sabia desde o começo que Jesus era inocente, mas a ameaça de uma impugnação sempre pairava sobre sua cabeça. Estas autoridades eram as mesmas pessoas que ameaçaram a sua reputação e portanto, a sua vida. Eles virtualmente seguraram uma arma carregada na sua cabeça. O silêncio e a dignidade que Jesus manteve durante o interrogatório fez com que Pilatos perguntasse a si mesmo se era ele ou Jesus que estava sendo julgado naquele dia. Ele sabia que Jesus deveria ser libertado, mas temia que se libertasse Jesus, poderia ser considerado como inimigo de Roma. Entre a justiça e o medo, ele tentou oferecer à Jesus a costumeira libertação da Páscoa, mas a multidão não aceitou. Em vez disso, exigiram que Barrabás, um ladrão comum, fosse libertado e que Jesus fosse crucificado.
Fique firme e observe um dos atos mais covardes e patéticos da história. Pilatos pediu uma bacia e um jarro d’água e lavou as suas mãos numa vã tentativa de trocar a responsabilidade da sentença de morte de Cristo de si mesmo para a nação judaica. Este gesto fútil é repetido dia após dia por aqueles para os quais lhes é dada responsabilidade, quando tentam responsabilizar outra pessoa. Criminosos de guerra respondem aos juízes, "Estávamos seguindo ordens." Jovens pegos em situações que podem machucar a si mesmos ou outros gritam indignados, "É somente uma brincadeira de fim de ano." Visite um tribunal e ouça a miríade de desculpas oferecidas para explicar condutas fora da lei. As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas, controles de poluição já aceitados não estão sendo colocados em prática – ouça a voz dos destruidores que estão pleiteando por indulgências especiais. O genocídio continua e os tribunais do mundo parecem estar sem poder ou não querem agir. Palavras são usadas neste exercício elaborado de lavar as mãos. Nós que pertencer a Cristo somos melhores, nós que ignoramos a dor e o sofrimento, o abuso e a pobreza, e exigimos que as autoridades façam o que não fizemos, que é satisfazer as necessidades da família humana? Sofreu sob a influência de Poncio Pilatos? Sofreu pela nossa negligência e insensiblidade também!
Oração: Deus, Algumas vezes as nossas próprias palavras e atos comprometem decisões que fazemos. Ensina-nos a não temer a oposição e as ameaças. Amém.
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Por God’s Gnome
Uma Cruz para Carregar
Marcos 15: 21-22
"E obrigaram certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar-lhe a cruz."
O julgamento simulado foi concluído com as seguintes palavras: "Illum duci ad crucem placet" - "a sentença é que este homem seja levado para a cruz." Para o guarda foi dada a seguinte ordem, "I, miles, expedi crucem," - "Vá, soldado, e prepare a cruz." Enquanto a cruz estava sendo preparada, Jesus ficou sob a guarda dos soldados do Pretório para que o açoitassem antes da crucificação.
Aqueles condenados para morrer por crucificação sempre carregam as suas próprias cruzes. Eles são forçados a seguir o caminho mais longo possível para a sua execução como uma advertência a outros criminosos potenciais. A poste vertical da cruz pronta esperando o seu ocupante e foi a travessão pesado da cruz que foi colocada nos ombros de Cristo. As suas costas foram reduzidas a carne viva e ossos devido ao açoite e ele estava em ponto de exaustão. Ele tropeçou embaixo do peso da madeira e os quatro soldados à sua volta, pararam. Quando Cristo e a cruz caíram no chão, um cidadão judeu foi chamado para ajudar a carregar a cruz.
O que Simão Cireneu, pensou desta imposição, não sabemos; nem aprendemos o que o efeito de caminhar ao lado de Jesus na sua jornada fatal causou neste homem. No fim, quando ele baixou o travessão para o chão, a frente de seus olhos, os cravos se impeliram em carne no momento em que porque Jesus foi empalado na cruz. Jesus nos convida para levar as nossas cruzes quando o seguimos. Algumas vezes o que carregamos torna-se muito para agüentarmos e nós também tropeçamos. O travessão da cruz é onde as nossas cargas e preocupações nos pressionam e lutamos para recuperar-nos.
Na estrada empoeirada, nós, feridos pelas pedras e esfolados pelos arbustos, retesamos cada nervo quando levantamos lentamente em nossos joelhos sangrentos. Através da fuligem, do suor e das lágrimas que embaçam a nossa visão, encontramos Jesus gentilmente levantando a nossa cruz e ajudando-nos a levantar. A estrada nos parece menos íngreme agora, e a jornada mais curta, porque Jesus está carregando metade do peso da nossa cruz e ela parece não pesar nada agora.
Freqüentemente perdemos Jesus de vista, esquecemos de compartilhar tempo com ele em orações, e nos desconectamos da canal que provê o nosso sustendo espiritual. Enfrentamos os eventos de cada dia carregando o peso total das nossas cruzes individuais. Geralmente não é até que tropeçamos e caímos que encontramos Jesus, que estava esperando por nós todo o tempo, para caminhar conosco e para nos ajudar a carregar a nossa cruz. A cruz carregada pelo Amor é, na verdade, leve.
Oração: Deus, que carregou meus pecados na cruz, nunca me deixe esquecer que a cruz também tornou-se o seu trono. Enquanto eu carrego a minha cruz, que esta também se torne um trono para você. Amém.
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Por God’s Gnome
Marcos 15: 33
"Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"
Jesus foi empalado no travessão da cruz pelos cravos penetrando os pulsos. Quatro soldados arrumaram o travessão da cruz, e arrastando Jesus junto, levantaram-na até que encaixasse no travessão contrário. Os seus pés, pé direito sobre o pé esquerdo, foram pregados no travessão vertical. A dor constante fez com que seu corpo se movesse em espasmos. Algumas vezes olhava diretamente para o sol, outras vezes a sua cabeça pendia bruscamente sobre seu peito. Ao o corpo se vergar, a dor em seus pulsos tornou-se martirizante. Respirar tornou-se mais difícil e ele precisava colocar o peso do seu corpo nos seus pés para poder exalar. Diversas vezes ele foi forçado a alternar entre elevar o seu corpo para respirar e deixá-lo cair com seus pulsos segurando o seu peso.
O som dos soldados brigando por suas roupas pareceu ter acordado Jesus de sua absorção na dor e falou alto, "Pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem." Um ladrão crucificado ao lado dele, zombou de Jesus, mas o outro pediu para juntar-se a Jesus em glória. Para ele, foi prometido que entrariam juntos no Paraíso. O céu começou a mudar de cor, o azul ficou mais profundo, quando Jesus chamou João para mais perto. Ele confiou os cuidados de Maria, sua mãe para João e pediu para Maria aceitar João como seu filho. O crepúsculo foi aumentando enquanto a vida foi sendo levada de Jesus. Ele procurou pelo toque familiar de Deus, e nada tocou. Parecia que Deus o tinha desamparado. Mais uma vez se levantando, gritou alto, "Deus meu, Deus meu! Porque me desemparaste?"
O tempo passou devagar como se tivesse pesos nos pés, e Jesus falou novamente, "Tenho sede." Finalmente às 3 da tarde ele levantou-se novamente, as suas costas em carne viva estremecendo-se a cada movimento que fazia, e os espectadores ouviram as suas palavras, "Pai, em suas mãos eu entrego o meu espírito!" E então seu corpo vergou-se pela última vez, e sua voz ecoou entristecida, "Acabou-se." A terra tremeu, o céu escureceu-se, e apareceram fendas na terra que foram do lugar da execução até a cidade, através do pátio do Templo, afundando-se e inquietando o cemitério, até que afinal as fissuras pararam no Mar Morto.
Desemparado. Desertado por Deus nos momentos de nossas mais profundas aflições. Quando a escuridão da dor nos atinge e nossas almas buscam consolo, onde está Deus? Nossos corpos e mentes estão cansados das cargas da vida, amigos – se há algum que não nos abandonou – não são um conforto, e na agonia da nossa desolação nós também gritamos por Deus. Ao longo de todo o mundo vozes gritam angustiadas por Deus, que parece ter desistido de nossa presença. Desde pessoas na prisão esperando assassínio legalizado, vítimas traumatizadas de acidentes, aqueles assistindo suas crianças morrer de fome, até milhões executados em guerras civis, o grito aumenta, "Porque me desemparaste?"
Dor, medo, morte eminente muitos vezes escondem Deus de seus olhos. Ainda assim há um passo além da desolação, a transição que Jesus fez. Enquanto os momentos da vida dele tremulavam antes de extinguir-se para sempre, Jesus experimentou novamente a presença de Deus, nas mãos de quem entregou o cuidado de sua alma.
Desertado, desamparado, abandonado? Não! Embora que por um momento parece que estamos separados de Deus, foi o nosso foco que mudou, e não a atenção de Deus. No meio de nossa vida, assim como em nossa morte, Deus está conosco.
Oração: Deus, quando nas profundezas de nossa extremidade falhamos em ver o seu rosto, viramos os nossos olhos para a cruz para que possamos ver o seu Amor demonstrado ali. Amém.
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Por God’s Gnome
Sem Esperança
Marcos 15:46
"José comprou um pano de linho, tirou o corpo da cruz, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha.”
As horas finais da vida de Cristo chegaram até o fim. As mulheres que ficaram com Jesus ao seu lado por amor estavam encharcadas de lágrimas – lágrimas por Jesus, pelo mundo e por elas. Dos discípulos que tinham tomado parte neste drama, somente João ficou. João gentilmente pegou Maria pelo braço, agora sua mãe, e caminhou com ela até a sepultura. Maria, a mãe de Tiago, Maria Madalena e Salomé seguiram a procissão liderada por José de Arimatéia e Nicodemos carregando o corpo de Jesus.
Os curiosos que queriam ver se Elias libertaria Jesus da cruz foram embora resmungando. Os sacerdotes e oficiais que ficaram satisfeitos que Jesus não iria mais desafiar a sua autoridade, retornaram para a residência do Sumo Sacerdote. Com uma ordem os soldados do Pretório que participaram da execução viraram-se e marcharam de volta para as suas barracas. E em Golgotá nada moveu-se. E a Luz do mundo tinha se apagado.
Milhares de cordeirinhos que tinham sido mortos para os sacrifícios da Páscoa foram consumidos, mas por toda a cidade poucos se deram conta que, com o sacrifício final de Deus, os pecados tinham sido expiados. Na Betânia homens e mulheres desalentados reuniram-se, eram aqueles que tinha seguido Cristo. A refeição de Páscoa tinha terminado, mas nenhuma erva seria tão amarga quanto as lágrimas que esta companhia verteu, e nem mesmo o Hallel podia varrer o terror de suas mentes. A noite deu lugar para a manhã, um dia desprovido de esperança. Acovardados e desorientados recordaram os eventos das trinta e seis horas anteriores. Na orelha de João marteladas ressoa a cacofonia da morte. Maria chorava e tentava descobrir um plano divino no meio de sua dor. Pedro estava quieto, os seus olhos vendo novamente o olhar de tristeza no rosto de Jesus.
Para quem os inválidos e cegos iriam, para quem iriam aqueles que buscam cura? Quem iria alimentar as multidões com exemplos do amor e da provisão de Deus? Três curtos anos, que levaram para um fim na cruz. Onde estava a glória que Jesus falou? Onde estava o reino que previu? Enquanto preparavam as refeições, a atenção das mulheres parecia fragmentada. Entristecidas por não poderem terminar de ungir o corpo do Mestre no funeral, esperaram impacientemente para que o Sabath terminasse, e pela manhã a luz permitiria que retornassem à sepultura. Era como se o mundo tivesse se secado de alegria e esperança. Tudo o que restou foram as memórias de expectativas passadas. O dia de hoje oferece somente tristeza, e o pensamento no futuro parece com cinzas em suas bocas.
Para todos os seguidores de Jesus todas as expectativas desmoronaram-se e nenhum senso de direção sobrou em suas vidas. Quando nossos sonhos e esperanças transformam-se em poeira, como se tivessem sido devorados por cupins, nós também perdemos o nosso senso de direção. Jesus parecia ter sido removido para longe. A noite escura de nossas almas desceu e não conseguimos encontrar Deus em lugar nenhum. Em nossa desorientação e confusão desejamos ardentemente que a tristeza termine, e nossos corações doem com as memórias de épocas mais felizes. Entre a morte e a ressureição também esperamos.
Oração: Deus, recorda-nos que como o sol continua a brilhar atrás das nuvens da tempestade, o seu amor por nós continua mesmo quando não sentimos a sua presença. Amém.
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Por Surprised by Joy
Histórias de Páscoa da Sepultura Vazia
João 20: 1-30
"Senhor meu e Deus meu!" João 20:28
Cada escritor do evangelho escreveu detalhes diferentes sobre a sepultura vazia. Chamamos este evento de "Domingo de Páscoa." Você pode ler sobre ele em Mateus 28: 1-8; Marcos 16: 1-8; Lucas 24: 1-10 e João 20: 1-31. Eles são tão lindos e inspiradores que milhões de cristãos se juntam no mundo todo para celebrar a sepultura vazia! Cristo não está mais morto! Ele está vivo! Outro escritor colocou desta forma: "O último inimigo para ser destruído é a morte" (1 Coríntios 15:26). "Onde ó morte, está a sua vitória? Onde, ó morte, está a sua picada? Mas agradecemos a Deus! Deus nos dá a vitória através do Nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 15: 55-56).
A primeira manhã de Páscoa começou em desespero e terminou em esperança. João compartilha diversas histórias dramáticas da ressureição conosco. Antes do amanhecer, Maria Madalena foi à sepultura. Estava vazia. A pedra tinha sido rolada para fora. Ela corre para Simão, Pedro e para o amado João para contar-lhes. Eles correm para ver por si mesmos. Maria deixa-se ficar ali depois que os homens partem. Ela soluça. E em suas lágrimas, ela é a primeira a ver a ascensão de Cristo. E Jesus envia Maria como um apóstolo para levar as boas novas para os discípulos homens. "Vá e diga aos outros que eu estou vivo!" E Maria Madalena corre com as novidades: "Eu vi o Senhor!"
Mais tarde, Jesus aparece para o seu grupo de discípulos. Eles estão literalmente trancados em sua casa por medo das autoridades. Jesus aparece subitamente entre eles e diz, "Que a Paz esteja convosco!" Os discípulos estão cheios de alegria. E Jesus diz novamente, "Que a Paz esteja convosco! Como meu Pai me enviou, também eu vos envio a vós." E com isso, ele respira sobre eles o Espírito Santo.
Porém o discípulo Tomé não estava no grupo. E quando juntou-se a eles, os outros estão ansiosos para contar a ele, "Nós vimos o Senhor!" E o admirável Tomé que era absolutamente honesto, bruscamente fala para os seus companheiros: "A não ser que eu veja as cicatrizes dos cravos em suas mãos e ponha o meu dedo no lugar onde estavam os cravos e ponha a minha mão ao seu lado, eu não vou acreditar.” Passa-se uma semana. E os discípulos encontram-se novamente. Eles ainda amontoam-se atrás de portas trancadas. Desta vez o incrédulo Tomé está entre eles. De repente, Jesus aparece. E novamente diz, "Que a Paz esteja convosco!" E convida Tomé para tocá-lo, ver as suas feridas e parar com a sua dúvida. E Tomé nos mostra a maneira de acreditar com sua oração para Jesus. "Senhor Meu e Deus meu!"
Acredite e abençoado seja. Jesus compartilha este conhecimento com Tomé. "Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." E João conclui este capítulo de Páscoa com esta declaração resumida: "Mas estes foram escritos para que você acredite que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que por acreditar você pode viver em seu nome" (João 20: 31).
Caros leitores, precisamos o que Jesus fez por nós na cruz. E precisamos do que ele oferece através da sepultura vazia. Podemos “ver” Jesus através destas admiráveis histórias do evangelho em maneiras que Tomé não podia fazer. Incríveis bênçãos espirituais esperam por nós quando acreditamos que Jesus é o Cristo, o Amado Filho de Deus. "Procurar Deus é a maior de todas as aventuras; encontrar Deus é a maior de todas as realizações; amar Deus é o maior de todos os romances." Jesus Cristo é o caminho para Deus. "Que a Paz esteja convosco." Deus o abençoe na sua jornada espiritual.
Oração: Deixemos o incrédulo Tomé nos ensinar a oração de hoje. Jesus Cristo, és meu Senhor e meu Deus! Amém.
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Por Surprised by Joy
Eu gostaria de compartilhar com vocês uma história de uma amiga que "encontrou Deus pela Internet!" Eu a conheci há muitos anos atrás. Alguém deu meu nome para ela quando eu estava fazendo pesquisas de como as pessoas usam a Internet como uma fonte de recursos espirituais. A sua história de peregrinação, fé e batismo é extraordinária.
Ela não sabia que era judia até o segundo grau da escola. Os seus colegas de classe a importunavam por ter “matado Jesus." A minha amiga cresceu para ser uma escritora profissional bem-sucedida. A religião e a espiritualidade não era importantes até chegar perto dos quarenta anos de idade. Ela tinha um vazio interior que nada parecia preencher. Então começou a pesquisar recursos espirituais na Internet.
Durante a sua pesquisa, conheceu um "monge cibernético" através de uma página de um centro de retiro espiritual. O monge cibernético pacientemente respondeu muitas perguntas. Uma amizade de Internet começou entre eles. Após alguns meses minha amiga decidiu viajar centenas de milhas para ir ao seu centro de retiro espiritual. Era a sua peregrinação. Ela encontrou o monge cibernético e decidiu converter-se para o catolicismo e ser batizada no Sábado de Aleluia. Então, voltou para casa e foi a procura de uma igreja local. Ela assistiu as aulas e alegremente foi batizada como Cristã.
Seus amigos podiam reconhecer que alguma coisa significante tinha acontecido com ela. Quando se encontraram para o jantar de Páscoa no dia seguinte, a nova cristã batizada foi convidada para “agradecer” a refeição. No silêncio embaraçoso que se seguiu, todos os onze adultos em volta da mesa se deram conta que ninguém sabia “agradecer” pela refeição. Eles riram muito. Mas, no dia seguinte recebi um telefonema dela. Nos encontramos para tomar café da manhã juntas e ela perguntou, "Bom, como eu oro para a minha refeição?"
Talvez alguns de vocês estejam pensando a mesma coisa. Como oramos para as nossas refeições? Pra onde vamos daqui nas nossas vidas espirituais? Como podemos nutrir as nossas vidas interiores e encontrar poder espiritual para a nossa jornada?
Eu os convido para continuar a sua leitura diária das palavras sagradas e a orar. Aproximadamente 80% das nossas respostas serão encontradas nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. E os Salmos nos oferecem conhecimentos eternos para as nossas orações quando lutamos com sentimentos muito profundos para serem expressos em palavras. Pense em procurar uma igreja perto da sua casa que esteja aceitando e acolhendo pessoas de todas as orientações sexuais. Diversos links úteis para localizar tais igrejas podem ser encontrados nos websites www.christianlesbians.com, www.whosoever.org e www.mccchurch.org.
Eu gostaria de agradecer publicamente minha colega e escritora internacional e amiga querida, "God's Gnome," por seus maravilhosos escritos. Juntas agradecemos a cada leitor por juntar-se a nós na jornada da Quaresma. Esta jornada estaria incompleta se não agradecermos às nossas famílias, amigos, igrejas, editores, gerentes de web e voluntários nos websites www.soulfoodministry.org, www.whosoever.org e www.christianlesbians.com. E se vidas foram transformadas, foi porque pessoas com fé oraram diariamente para cada leitor através das equipes de reza combinadas da Internet dos websites www.mccdc.com/inside/prayer.html e skyfeathr1@aol.com. Obrigada por compartilhar esta aventura com Deus. Que todos sejam surpreendidos pela alegria de Deus em suas vidas. Que Deus abençoe a todos vocês.