Devocionais do Advento: O caminho do Natal

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Bem-vindo à oferenda diária de Devocionais do Advento 2000! Escrito por God’s Gnome e Surprised by Joy . É permitida a utilização deste material sem fins lucrativos, desde que seja mencionada sua autoria.
 

21 de dezembro - A viagem e as preocupações de José     por Gods_Gnome@yahoo.com

"A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida." Lucas 2:5

A viagem de Nazaré a Belém era de cento e trinta quilômetros, o que não é longe de carro em rodovias ou estradas, mas José e Maria não viajavam por estradas como as que conhecemos e não usavam um carro como transporte. À sua frente, estavam cento e trinta quilômetros de estradas poeirentas, com pedras e seu transporte estava restrito a apenas um jumento. A estrada estava repleta de peregrinos como eles, empurrando uns aos outros, todos tentando ganhar tempo e a maioria com crianças irritadas com o calor e a distância. Algumas crianças caminhavam, arrastando galhos na poeira, outras choravam por um descanso e uma bebida. O calor, o suor e as reclamações de animais preenchiam a atmosfera. Mães e pais ficavam mais irritadiços a cada etapa da viagem forçada. Como os judeus não faziam parte do Império Romano, deveriam voltar para suas terras natais para ser contados no censo, depois do qual seus impostos poderiam ser analisados. Ninguém gostava da idéia de entregar o pouco que tinham às autoridades ocupantes romanas.

José tinha mais com que ocupar sua mente do que impostos, calor e sujeira. Estava se aproximando o final da gravidez de Maria, um momento em que ela não deveria estar andando por estradas lotadas. Ansiosamente, ele olhou mais uma vez para os montes de roupas que ele colocara estrategicamente de forma a dar a ela o máximo de conforto possível durante a viagem. Em sua Nazaré natal ele teria pedido para que as mulheres locais ajudassem com o nascimento eminente, mas para quem ele poderia pedir ajuda se só havia estranhos na estrada? Ela deveria ter ficado em casa e descansado, porém eles não tinham opção a não ser cumprir com o edital e ir para Belém, tradicionalmente o lar de sua tribo. Não havia por que tentar acelerar os passos do burrico, pois isso poderia causar uma quebra no ritmo, deixando Maria mais desconfortável ainda.

Sem querer alarmá-la parecendo preocupado em excesso, José mantinha um olhar cuidadoso no estado de saúde de Maria. Sua principal preocupação era o fato do bebê que ela esperava nascer durante a viagem. Que ajuda poderia encontrar para ela, onde eles parariam, como eles cuidariam de um bebê nascido na beira da estrada? Ele ofereceu-lhe água do cantil que carregava e observou seus leves arfadas conforme o bebe se movia dentro dela. Como carpinteiro ele conquistara uma boa reputação e no trabalho suas mãos moviam com habilidade e facilidade pelos grãos da madeira de muitas árvores. Mas um parto era diferente e ele jamais experimentara nem acreditara que pudesse ajudar sua noiva adolescente durante o trabalho de parto.

Como muitos de nós, José estava em uma situação para a qual não possuía habilidade ou treinamento e, por mais que tentasse, ele não tinha como alterar as circunstâncias de forma que a mulher que amava pudesse estar em segurança. Assim, conforme a viagem avançava, ele andava atentamente ao lado dela, encorajando-a e preparado para qualquer mudança em suas condições. Cada pequeno gesto para aumentar o conforto que fosse possível com o posicionamento cuidadoso de suas posses, José oferecia como demonstração de seu amor. Às vezes, embora o que tenhamos a oferecer em situações difíceis possa parecer de pouco valor, é a constância de nosso amor e nossos cuidados que fazem uma diferença gigantesca para os outros.

Oração: Querido Deus, encorage-nos a fazer o máximo que pudermos quando nos sentimos verdadeiramente incapazes e inúteis. Ensine-nos de que não há algo como um gesto de amor insignificante a seus olhos. Amém.

22 de dezembro - A Sétima Antífona: Emanuel     por Gods_Gnome@yahoo.com

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." "E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos." "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco."
Isaías, 7:14, Ageu 2:7, Mateus 1:23

Ó EMANUEL, rei e legislador nosso; esperança das nações e seu salvador: Vinde para salvar-nos Senhor nosso Deus.

Com a aproximação do Natal no mundo inteiro, celebramos o nascimento de uma criança filha de uma virgem, lembramos o milagre de Deus encarnado, pois não foi ao som de trombetas indicando a aproximação de um exército e não foi com trovão e raios, que o surgimento de Deus na terra foi marcada. Pelo contrário, para pobres pastores tocando seus rebanhos, a mensagem chegou, através de coros de anjos, de que Deus estava conosco, era um de nós, Emanuel. No continente europeu, um grupo que buscava sinais nos céus descobriu que a Estrela de Davi, que seguiram durante muitos meses, havia cessado seus movimentos.

Quantas vezes nos sentimos sozinhos, seja à noite ou em locais ou circunstâncias estranhas. Às vezes, quando nos afastamos daqueles que amamos e que nos sustentam, uma sensação de isolamento faz com que nossos corações doam. Para nós, o Senhor Deus, forneceu um sinal, pois com o nascimento de Jesus, a glória do paraíso iluminou a superfície do planeta. A partir de uma construção destinada a oferecer abrigo a animais trabalhadores, o Deus do amor capturou os corações da humanidade. Não mais Deus poderia ser visto de forma separada de nós, não podia mais ser retratado distante e, portanto, desconhecendo nossa condição, pois com o nascimento de Jesus, a promessa de Emanuel havia sido cumprida. Aquele, por quem as nações do mundo esperavam e desejavam com seus corações e mentes, aquele a quem os anjos adoravam, havia, verdadeiramente, tornado-se "Deus conosco". Nunca mais precisamos nos sentir sozinhos, pois Jesus está conosco onde quer que estivermos, conosco em todas as situações, a cada momento de nossas vidas.

Agora que percebemos aquele humilde estábulo e a mãe e o pai ao redor do Deus menino com seus braços e amor, nossos corações mais uma vez se recordam da promessa de que Emanuel voltará, certamente e introduzirá o domínio de Deus. Em humilde penitência, voltamo-nos a Cristo que nos salvou das conseqüências de nossos mal atos e pensamentos indelicados. Aproximamo-nos do menino de Belém sabendo que amor como aquele demonstrado aqui nos perdoou, e que somos bem-vindos nos braços de nosso pai celestial. Do menino de Belém ao Calvário, nossos olhos se movem e do Calvário à nova manifestação da glória de Cristo enquanto ele retorna triunfante como Governante de todas as nações, cujas leis estão escritas na língua do amor desinteressado. E nossos corações clamam, na expectativa, nas palavras cantadas durante tantos séculos:

O Emmanuel,
Ó Emanuel,

Rex et legifer noster,
Rei e legislador nosso,

expectatio gentium,
esperança das nações,

et Salvator earum:
e seu salvador:

veni ad salvandum nos,
Vinde para salvar-nos,

Domine, Deus noster.
Senhor, nosso Deus.

23 de dezembro - Reflexões de um estalajadeiro: não há quartos na pousada     por Gods_Gnome@yahoo.com

"E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem." Lucas 2:7

O entardecer caiu sobre Belém como um manto, a cidade cujo nome significava "A Casa do Pão". E o pão era necessário naquela noite para aplacar a fome dos peregrinos que chegavam para ser contados pelo censo. Cada espaço disponível em estalagens estava tomado por viajantes exauridos e seus animais. Com o entardecer veio o alívio, pois ninguém seria tolo a ponto de viajar pelo cume de pedras à noite. Os empregados corriam de família a família, garantindo que todos tinham água suficiente para tirar o pó do corpo e lavar a poeira das estradas de suas gargantas.

Assim que o estalajadeiro se afastou para fazer a contagem dos vinhos, um empregado entrou com a notícia de que mais peregrinos buscavam acomodação. O estalajadeiro suspirou, simplesmente não havia mais espaço, aqueles que chegaram durante o dia ocupavam todos os espaços disponíveis. Obviamente, esta era uma situação à qual ele deveria tratar por si, e saiu para falar com os recém-chegados. Lá estavam, como sombras à meia-luz. O homem, alto e forte, enquanto sua esposa... oh, não, está mulher já estava em trabalho de parto. O estalajadeiro pensou um minuto em sua cama quente e confortável, mas já a havia cedido a um casal de idosos. Onde ele conseguiria espaço para este casal?

As regras de hospitalidade estavam claramente escritas nas Escrituras, estranhos deveriam ser tratados como membros da família e para os estalajadeiros não havia exceção a essa regra. Em algum lugar, de alguma forma, ele tinha que encontrar espaço para eles. O único espaço sobrando era o pátio aberto, que era completamente desprotegido do orvalho pesado que, todas as manhãs, se depositava durante a aurora. Enquanto se preocupava, o marido gentilmente ajudava sua esposa a descer do lombo de seu pequeno burrico. O pobre animal estava tão exausto quanto seus donos e obviamente não tinha como seguir adiante a menos que descansasse. O estalajadeiro pensou em seu próprio rebanho, arrumado para a noite em uma caverna ao fundo da estalagem, aproveitando o feno novo que ele lhes dera.

A caverna! É claro que havia a caverna. Ele falou calmamente ao homem explicando que outros viajantes retornando para o censo lotaram os quartos. O marido começou a implorar por um lugar para sua esposa, se não para ele, mas foi interrompido pelo estalajadeiro. Havia um espaço, não adequado para homens, mas pelo menos era protegido do tempo e a palha era substituída diariamente por feno fresco. O estalajadeiro estava quase desesperado, como ele poderia mandar o jovem casal para o estábulo, quando seu bebê obviamente estava prestes a nascer. A mulher olhou para ele com seus enormes olhos castanhos e gentilmente agradeceu-o pelo espaço e a privacidade. Chamando os empregados, o estalajadeiro supervisionou o remanejamento dos burros, vacas e cavalos para um local do lado de fora da caverna. Rapidamente, todo o feno na caverna foi substituído e limpo. Silenciosa e gentilmente, o marido apoiava a esposa enquanto eles entravam na caverna, seguidos pelo burrico.

Rapidamente, os empregados levaram um cantil com água para o casal e lâmpadas para iluminar a caverna. O jumento, solto de seu arreio, uniu-se aos outros animais ao redor da água, bebeu um grande gole, parou e olhou. E, entre a grossa pilha de palha, com seus mantos esticados como cobertas, José arrumou sua esposa, Maria, no estábulo, pois não havia lugar na estalagem.

Oração: Deus amoroso, temos tanto em nossas vidas, livros a ler, amigos a encontrar, música, arte e esportes, que não temos tempo sobrando. Nenhum tempo para oferecer a Vós, nenhum horário livre durante os dias. Fale com nossos corações hoje, lembrando-nos que quando fazemos uma pausa para Vós, antes que a correria do dia se aposse, nossos dias refletem Sua presença. A cada noite, faça com que desejemos compartilhar os eventos do dia com Vós. Que nosso amor e júbilo afirmem que há MUITO espaço para Vós em nossos dias. Amém.

24 de dezembro - Libertando Deus do útero     por surprisedbyjoy@yahoo.com

"E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura."
Lucas 2:7-12

Estive envolvida em muitos nascimentos, sendo uma ex-enfermeira. O pobre José tem todo o meu apoio. Estava ele com medo por sua esposa e o filho que ainda não nascera durante o parto? Ele provavelmente nunca imaginou que atuaria como parteira junto à Maria. Na época de José, não havia aulas para gestantes para os pais. Sua jovem esposa deveria dar à luz seu filho sem uma parteira, sem assistência médica ou água, em um estábulo sujo com os animais. Apesar de não ser seu filho, José se recusava a abandonar Maria em seus momentos de maior necessidade. Ele faria o melhor que pudesse com a ajuda de Deus. Em minha opinião, José foi um herói.

Imagino que ele tenha orado muito e agonizado com Maria a cada contração. Imagino que ambos choraram de exaustão e lágrimas de alegria quando a criança nasceu, cansada e suja pelo processo do nascimento. E Maria embrulhou seu primogênito em panos depois que José cortou o cordão umbilical, liberando Deus do útero.

José foi escolhido com a honra de libertar Deus do útero. Deus andaria entre nós sob forma humana (João 1:14-18, 1 João 1:1-4). A história do mundo e a vida de José mudaram para sempre, quando o sangue escorreu pelo cordão umbilical cortado. Deus podia ser tocado, visto, sentido, experimentado por todos no mundo através do bebê na manjedoura. Deus foi libertado do útero.

O nascimento espiritual é confuso. Pode ser assustador e solitário. Podemos nos perguntar com José, onde está Deus em toda essa confusão? José tem muitas lições a nos oferecer. Como a história de José abençoou sua meditação hoje?

Oração: Caro Deus, quando as coisas não estão calmas, abençoe-nos com a coragem e a fé de José. Fortaleça-nos em nossos momentos de necessidade; esteja conosco na confusão do novo nascimento e nova vida neste mundo. Amém.

25 de dezembro - Milagre do dia de Natal: o paraíso na Terra!     por surprisedbyjoy@yahoo.com

"E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens. E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber. E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura."
Lucas 2:13-16

Feliz Natal! O pequeno bebê Jesus trouxe o paraíso para a terra! Uma multidão de anjos deram início a cânticos de alegria, orando por Deus e abençoando a terra com paz. Depois de seu concerto celestial, os anjos desapareceram no paraíso. Os humildes pastores que cuidavam de seus rebanhos à noite, entusiasticamente decidiram correr para Belém e ver esta criança do milagre de Natal. Apressaram-se e buscaram até que encontraram a mãe e o pai exaustos com seu recém-nascido milagre de Natal. O paraíso chegou ao planeta terra de fraldas.

Os caminhos de Deus muitas vezes não são os nossos caminhos. Os primeiros visitantes a ver o milagre cósmico eram humildes e não estudados pastores de carneiros à noite. Para eles, a manjedoura era um local sagrado e divino. Este bebê na manjedoura, sem berço, era o presente de Deus para o mundo. Foram escolhidos entre todos os outros para ver o menino Cristo inicialmente, antes dos ricos e famosos, os estudados e poderosos. Os pastores foram tomados por alegria, espanto e satisfação.

Os ansiosos pastores viram a criança milagrosa e excitadamente compartilharam sua história com todos que quisessem ouvi-los. Todos que ouviam suas histórias ficavam maravilhados com o Deus entre eles, Deus de fraldas. Os pastores retornaram a seus rebanhos e suas responsabilidades, glorificando alegremente e honrando o Deus por tudo o que viram e ouviram.

E Maria, Mãe de Deus, escolhida entre todas as mulheres para dar à luz a criança milagrosa do Natal, ouvia todas estas palavras e guardava-as em seu coração. Com Maria, também ouço estas palavras e pondero sobre as mesmas em meu coração.

Caro leitor, vale a pena ponderar sobre estas palavras enquanto desembrulhamos nossos presentes, aproveitamos nossas ceias e festas, famílias e amigos. Vale a pena ponderar sobre elas bem depois que o Natal já tiver passado. Guarde estas palavras em seu coração. Que elas penetrem profundamente em sua alma. Você será abençoado além das palavras.

Meu bibelô de vidro favorito é um Papai Noel ajoelhado ao lado do bebê na manjedoura. O Papai Noel ajoelhado faz com que eu aprecie o milagre do dia de Natal, Deus de fraldas. Sim, a única razão para a época de Natal é a criança milagrosa, nascida em circunstâncias tão difíceis em uma obscura manjedoura em Belém.

Que a criança milagrosa do Natal e a imagem do Papai Noel ajoelhado abençoem você também, caro leitor. Que seu Natal seja feliz, repleto de esperança e amor divinos. Que a paz de Deus traga o paraíso para a terra em seu lar e em seu coração hoje. E que os anjos abençoem-no com seu concerto celestial, cantando "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra entre os homens de boa-vontade".

Oração: Obrigado, maravilhoso Deus, por trazer-nos a alegria do Natal através de um recém-nascido. Ajude-nos a honrá-lo com os anjos hoje. Amém.

Sete antífonas são normalmente cantadas durante a adoração, mas em ocasiões incomuns oito, nove, e até mesmo doze podem ser entoadas. A partir do rito parisiense, escolhemos "Pastor de Israel" como nossa oitava Antífona.

Antífona Final: Pastor de Israel     por Gods_Gnome@yahoo.com

"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." "E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor." "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios." Disse mais:... também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra." "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos." "E suscitarei sobre elas um só pastor."
Jeremias 3:15; 23:4; Isaías 42:1; 49:6; 61:1; Ezequiel 34:23

Os pastores nos morros ao redor de Belém naquela noite, mantendo seus rebanhos afastados dos cães saqueadores, reminescentes dos dias quando Davi e outros pastores olhavam seus rebanhos, ilustram o cuidado e o amor com que os rebanhos são tratados. Para nós, Deus prometeu um pastor assim, um pastor que clamará todas as nações sob sua herança (Salmos 82:8) enquanto ele julga a terra. A justiça de Deus por fim tomará toda a terra e a paz será restaurada aos povos das nações. As mulheres e crianças não mais temerão as guerras e os atos opressivos dos visitantes. Os campos não serão mais queimados e as florestas não serão destruídas durante conflitos.

Ouvimos a voz de nosso Criador anunciando que não é suficiente que Israel seja devolvida à sua glória e salva do conflito atual. Os judeus não mais temerão o som dos passos que se aproximam que lembram os horrores do holocausto, das famílias separadas, da tortura e da morte lenta. Pelo contrário, Deus escolheu um, o Pastor de Israel, que brilhará como um sinal, guiando os passos de todos aqueles que buscam o caminho até Deus. De todas as nações e todas as culturas, todas as idades e todas as raças, virão aqueles que abrem caminho a esta luz no alto da montanha, onde seu brilho não pode ser diminuído. A salvação não está restrita a poucos escolhidos, a elite eleita pelos santos, mas é para cada pessoa. A cruz é transformada na luz brilhante do amor de Deus que alcança o mundo inteiro e os corações daqueles que vagavam pela escuridão.

Aqueles que foram isolados de suas famílias, suas igrejas, seus amigos; aqueles que foram abandonados pelos pastores responsáveis por seus cuidados; aqueles trancados em prisões de falta de auto-confiança e depressão, todos devem ser reunidos em um rebanho. E haverá apenas um Pastor. Todos que foram feridos por atos ou palavras impensadas e descuidadas, junto com aqueles que foram torturados por se manter em sua fé e sua renúncia a ser silenciados serão curados enquanto o Pastor unge suas feridas com o bálsamo do amor. O Pastor de Israel quebrará todas as amarras que nos prendem ao passado e à desolação e as portas de nossas prisões, físicas, emocionais e espirituais serão escancaradas. Não haverá mais medo, pois a paz, o amor e a justiça seguirão o Pastor de Deus. Conforme os sinos do Natal anunciam a celebração da encarnação de Deus, vamos nos unir à horda de testemunhas, com os santos de outrora e aqueles que foram martirizados no último século por sua fé enquanto oramos pelo retorno eminente de Jesus, o Messias, aquele escolhido para ser o Pastor de Israel e o Pastor de todo o rebanho.

Reflexão final por God’s Gnome.

Os títulos do Messias, encontrados nas antífonas, foram escritos originalmente em latim. Quando pegamos a primeira letra das sete antífonas mais comuns, Sapientia (Sabedoria), Adonai (Senhor), Radix (Raiz), Clavis (Chave), Oriens (Aurora), Rex (Rei) e Emmanuel (Emanuel), e listarmos na ordem inversa, descobrimos uma mensagem de Cristo contida nelas. "Ero cras" é a expressão latina que deriva da inversão destas letras. "Ero cras" - "Estarei ali amanhã" é a resposta que Cristo oferece aos que têm fé.

"Ero cras", a nova profecia de Cristo, é a promessa que levamos como uma bandeira e da qual temos certeza em nossos corações. Enquanto celebramos o nascimento de Cristo em Belém hoje, também devemos ter a certeza de que o Bebê de Belém retornará como o Messias. Você não sente, como os anjos, a excitação e a alegria que acompanha seu retorno? Neste Natal, vamos nos unir aos povos da terra e responder "Estamos esperando, Senhor".

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Vinde, vinde, Emanuel
Letras: Latim: c. Século IX - Tr. por John M. Neale - Tr. por Henry S. Coffin
Melodia: VENI EMMANUEL - Adaptada de Plainsong, Modo I - Thomas Helmore

Vinde, vinde, Emanuel,
E liberte a lamuriosa Israel,
Que chora solitária no exílio,
Até o surgimento do Filho de Deus.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, sabedoria do Altíssimo,
Que ordena todas as coisas,
Mostre a nós a trilha do conhecimento,
E ensine-nos a seguir seu caminho.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, Vinde, Deus Todo-Poderoso,
Que para as tribos do Sinai
Em tempos idos deste a lei
Sombria e majestosamente e em espanto.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, ó raiz de Jessé libertar,
Os vossos da tirania de Satã;
Das profundezas do inferno salvar Vosso povo,
E conceda-lhes a vitória sobre a morte.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, chave de Davi, vinde,
E abra nossa casa celestial;
Torne seguro o caminho para as alturas,
E apague a trilha para a miséria.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, Aurora, vinde e alegre,
Nossos espíritos por Vosso advento;
Disperse as nuvens da noite,
E afaste as sombras escuras da morte.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!

Vinde, Desejo das nações, afaste,
Do coração da humanidade;
Afaste toda Vossa tristeza,
E sejas o Rei da Paz.

REFRÃO: Júbilo! Júbilo! Emanuel virá a vós, ó Israel!


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