Devocionais do Advento: O caminho do Natal
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Bem-vindo à oferenda diária de Devocionais do Advento 2000! Escrito por
God’s Gnome
02 de dezembro - O censo por surprisedbyjoy@yahoo.com
"E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para
que todo o mundo se alistasse. (Este primeiro alistamento foi feito sendo
Quirino presidente da Síria). E todos iam alistar-se, cada um à sua própria
cidade. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade
de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi)".
Lucas 2:1-4
Os Estados Unidos da América recentemente realizaram o primeiro censo nacional
do século XXI, que foi importante de forma que todos puderam ser contados,
reconhecendo-se as minorias e as necessidades especiais para os fundos
governamentais e a proposta de legislações.
Inclusive muitas igrejas cristãs simpatizantes de gays e lésbicas pregaram sobre
a necessidade vital de ser vista, ouvida, contada e identificada de forma a
alterar muitas leis homofóbicas e injustas. Estes pregadores corajosos
claramente compreendem que leis injustas promovem o medo e a intolerância,
enquanto negam às minorias sexuais direitos humanos básicos e a proteção a que
têm direito pelas leis norte-americanas.
Algumas pessoas receberam pelo correio formulários diferentes para o censo, que
pediam informações bastante pessoais. Alguns cidadãos se recusaram a
respondê-los, devido à sua desconfiança no governo e a vontade de proteger sua
privacidade. O governo contratou funcionários temporários para bater de porta em
porta, em busca de cidadãos relutantes que se recusaram a responder seus
formulários do censo. Aqueles que se recusaram a cooperar receberam multas em
dinheiro.
O censo que José viveu no século I em Israel foi uma experiência bastante
diferente. Ele não tinha outra escolha a não ser viajar por uma estrada perigosa
e difícil até sua cidade natal para registrar-se. Não havia alternativa a não
ser levar Maria, que já estava bastante grande esperando o filho de Deus. José
obedeceu as leis do censo romano, pois as conseqüências eram duras para aqueles
que não cooperassem. O governo romano não abriu exceções para casos adversos
entre os camponeses.
Devido á obediência de José às leis civis, vemos a realização da antiga profecia.
Belém foi a cidade onde o Rei Davi nasceu (Samuel 1 17:12, 20:6), era onde os
antigos profetas esperavam que o tão esperado Messias nascesse.
"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá
o que governará em Israel". (Miquéias 5:2)
Conforme nos aproximamos de Belém na reflexão de hoje, é bom lembrar que Deus já
nos contou e incluiu como pessoas amadas. Vamos nos preparar para o Natal com
uma celebração de alegria, seguros por nos reconhecermos como pessoas de valor,
preciosas, queridas e amadas aos olhos de Deus.
Oração: Deus, não só nos contaste pelo nome, mas também sabes o número de fios
de cabelo sobre nossas cabeças e conheces nossas mais profundas preocupações e
necessidades. Preocupas-Te profundamente. Agradeço-Te por ser tão maravilhoso e
carinhoso. Amém.
03 de dezembro - Entendimentos sobre a vida de discípulos através de mulheres
grávidas por surprisedbyjoy@yahoo.com
"Porque para Deus nada é impossível"! Lucas 1:37
Você já recebeu uma visita dum anjo? Uma visita angélica inesperada mudou a vida
de Maria para sempre. Sua reação à mensagem, mudou a história do mundo. Ela nos
oferece uma compreensão maior sobre o discipulado, a liderança espiritual e o
sucesso espiritual em conjunto com sua parente mais antiga, Isabel.
O anjo Gabriel gentilmente informou a Maria que Deus tinha uma missão especial
para ela. Ela seria fecundada pelo Espírito Santo com uma criança que seria
conhecida como "Filho de Deus". E para tranqüilizar esta jovem adolescente
solteira, o anjo revelou que uma parente distante de nome Isabel também estava
grávida. Isabel tivera problemas para conceber e já estava muito velha para ter
filhos. Mas Gabriel lembrou a Maria que "nada para Deus é impossível". E a
resposta de Maria para Deus foi "sim". "Aqui está a serva do Senhor; faças de
mim o que quiseres". E o anjo a deixou.
Maria nos ensina sobre o discipulado. Ela imediatamente procurou Isabel, talvez
por imaginar que precisasse dos ensinamentos da mulher mais velha, ou talvez,
intuitivamente, Maria compreendesse que necessitava de uma amiga espiritual
semelhante que a encorajasse quanto a este incomum e possivelmente perigoso
chamado de Deus. Jovem como era, ela compreendia que precisava de companhia
humana para obedecer ao chamado incomum e inconveniente de Deus. Isabel seria
uma grande bênção para ela. E Maria seria uma grande bênção para Isabel.
Maria também nos mostra uma imagem de grandeza espiritual. Ela foi muito sábia
ao obedecer a oferta que Deus fizera quanto à sua vida. Era sensível diante de
Deus e conforme acatava este chamado tão pouco comum, tornava-se uma líder
espiritual silenciosa e despretensiosa. Ela nos mostra como viver uma nova vida
em Cristo a partir do momento de seu nascimento espiritual. Ela apoiava-se na fé
que possuía, sabendo que Deus a ajudaria um dia por vez. Se Deus chamou, Deus
ajudaria. Ela obedeceu e estava disposta a confiar a Deus seu presente e seu
futuro. Ela não conhecia a história inteira, mas apoiava-se na fé que tinha. Ela
sabia que Deus seria o suficiente.
Finalmente, esta adolescente especial nos ensina sobre o sucesso espiritual. Ela
ouviu o chamado silencioso de Deus sozinha, mas imediatamente buscou a companhia
e a afirmação através de sua prima Isabel. Ela precisava compartilhar sua
incrível história com alguém que se alegrasse com ela, encorajando-a diante dos
obstáculos e abençoando-a espiritualmente. Ela precisava da força, sabedoria,
experiência em Deus e na vida e amizade da outra mulher. O sucesso espiritual é
encontrado em momentos de solidão e comunidade. Assim o é.
O caminho espiritual precisa de confiança, obediência, encorajamento e nutrição.
Os discípulos são feitos, não nascem discípulos. Leva tempo, esforço,
treinamento, companheiros, aprendizado, prática e fé. O discipulado é um
processo de aprendizado para a vida inteira. E Deus nos usará como mentores de
terceiros em suas vidas espirituais.
Durante os trinta e três anos seguintes, Maria estudaria e aprenderia com seu
filho memorável, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Ela nos oferece profundas lições
sobre o discipulado através de suas experiências de vida. Pense em estudar sobre
sua vida através dos Evangelhos. Ela tem muito o que nos ensinar sobre obedecer
o chamado de Deus.
Oração: Ensine-nos, ó Deus, sobre o discipulado através das lições da jovem
Maria e da mais velha Isabel. Amém.
04 de dezembro - Tudo começou quando Maria disse "sim". E se ela tivesse dito "não"? por by Gods_Gnome@yahoo.com
Lucas 1: 38 "Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim
segundo a tua palavra".
Para uma jovem adolescente, Maria mostrou coragem memorável. O ano de noivado
era considerado legalmente como se uma mulher estivesse casada. Sabemos que a
punição para adultério era a morte por pedradas e era inconcebível que uma jovem
solteira, grávida e comprometida sofresse menos do que isso. Na verdade, lemos
que um dos primeiros pensamentos de José era poupar Maria da humilhação pública,
de forma que planejava divorciar-se dela secretamente. Não acredito que Maria
tenha ficado assustada com a presença do anjo e que tenha consentido sem pensar
nas conseqüências. Acho que ela tinha suficiente fé de que Deus cuidaria dela e
de seu filho apesar dos piores castigos que pudessem ser impostos por seus
vizinhos.
E se ela tivesse se recusado a cooperar? Deus nunca nos manipula de forma que
obedeçamos a vontade de Deus nos adequando a um plano divino. Sabemos que a
profecia havia previsto o local de nascimento do Messias, sua ascendência de
Jessé e Davi e que sua mãe seria virgem. A pureza de Maria, em conjunto com as
exigências do censo, criaram as circunstâncias previstas pelos profetas de
outrora. Ainda assim, se ela não concordasse em carregar esta criança, a
história teria sido escrita de maneira bastante diferente.
De tempos em tempos, todos nós nos deparamos com escolhas difíceis, escolhas que
ninguém pode fazer por nós. Às vezes, como Maria, sabemos que o resultado de
nossas escolhas mudará drasticamente as circunstâncias de nossas vidas. Talvez
estejamos considerando um novo emprego, que envolva o trabalho em turnos, o que,
portanto, diminuiria nossa vida social. Talvez pensemos em mudar de cidade ou
país e sabemos que isto significa deixar para trás velhos amigos, e começar de
novo. Novos relacionamentos podem alterar nossas vidas de maneira dramática. Em
períodos de emergências nacionais - incêndios, enchentes ou avalanches - a
maioria das pessoas responde às necessidades do momento e oferecem suas
habilidades onde quer que sejam necessárias. Durante épocas de conflitos, sejam
guerras mundiais ou rebeliões civis, temos que encarar a necessidade de nos
mantermos informados com relação à situação atual, sendo capazes de responder
rapidamente quando aconselhados pelos indivíduos responsáveis por nossa
segurança. Suponha que escolhemos nos rebelar e dizer "não" a ordens superiores
em épocas de guerra ou durante desastres naturais? Estaríamos colocando nossas
próprias vidas em risco, juntamente com a vida daqueles que deveriam evacuar
conosco. Nossas escolhas são sempre importantes e, nesta vida, talvez nunca
tenhamos consciência do quanto as escolhas afetam as vidas de outros.
Se Maria tivesse escolhido o caminho mais fácil, o caminho pelo qual ela não
colocaria sua reputação, e talvez sua vida, nas mãos dos guardiães religiosos e
morais de sua sociedade, o nascimento de Jesus teria sido adiado, quem sabe por
quanto tempo. Com a continuidade das rebeliões judaicas contra a ocupação romana,
Jerusalém provavelmente ainda seria destruída, como o foi apenas uma geração
após a morte de Jesus. Quem teria estado em Belém no momento em que seu filho
nascesse? Quais mudanças poderiam ter ocorrido antes que a humanidade pudesse
ouvir a mensagem do amor de Deus pelos povos?
Ao emularmos o exemplo de Maria de obediência à vontade de Deus, descobrimos
grandes desenvolvimentos no mundo que nos cerca. As agências sociais e os
indivíduos que atendem as necessidades dos pobres, oprimidos, doentes e
desesperançados encontram sua força ao responder com "sim" aos apelos de Deus.
Oração: Ó Deus amoroso, ensinai-nos a depositar nossa fé em Vós, reconhecendo
com confiança que com nosso "sim" a Vosso chamado, estareis ao nosso lado em
todas as situações, apoiando-nos e encorajando-nos. Amém.
05 de dezembro - A Segunda Antífona: senhor e soberano por Gods_Gnome@yahoo.com.
"E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de
vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a
vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração".
"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá
o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os
dias da eternidade".
Êxodo 3:15, Miquéias 5:2 (também Mateus 2:6).
Ó SENHOR CHEFE da Casa de Israel, que apareceste a Moisés na sarça em fogo e
deste-lhe no Sinai a lei: VINDE resgatar-nos com teu braço estendido. Amém.
Por toda a história, pelos registros nos anais da história e nas Escrituras,
lemos histórias sobre líderes heróicos, aqueles que lideraram seu povo através
de perigos e desafios, e que muitas vezes abdicaram da própria vida na tentativa
de solucionar os conflitos. Mas os líderes sozinhos não lutam batalhas, nem
teríamos combates solitários para resolver diferenças. Os líderes precisam de
seguidores obedientes e fiéis, aqueles que seguem as ordens sem questioná-las,
e, ainda assim, que sejam habilidosos o suficiente para assumir o comando quando
o líder falha ou cai. Quando Deus chama as pessoas, seja Moisés ou Maria, em
quem o futuro de uma nação ou do mundo está depositado, Deus espera obediência -
não obediência cega e inquestionável como a que seria dada por um robô do qual
se apertam os botões - mas sim, obediência prestada porque em nossa interação
com Deus aprendemos a amar e confiar em nosso Criador.
O tamanho não influencia a mente de Deus, não mais do que o poder e a riqueza.
Para Moisés, escondido como um homem procurado entre os rebanhos de seu
empregador, Deus deu a ordem de liderar Israel. À pequena cidade de Belém, Deus
deu a enorme promessa de que seria o local de nascimento do futuro governante de
Israel. Além do mais, no versículo cinco deste capítulo de Miquéias, aprendemos
que este governante será a paz de Deus. O Messias que chega, o Deus poderoso que
governará a Terra, trará com ele o dom da paz. Nosso Senhor e Governante é
também nosso Redentor, aquele que paga pelos danos que causamos à nossa própria
vida e à vida dos outros. Àqueles que obedecem ao seu chamado ao amor
reconciliador, ele traz a bênção da paz, a profunda paz interna que perdura não
importa quão difíceis as circunstâncias externas possam parecer. Na verdade,
cada momento de nossas vidas será gasto em solo sagrado interagindo com nosso
Deus.
Deus se aproxima de nós de diversas maneiras, em sonhos, tanto nas Escrituras
quanto em outras obras de inspiração, nas palavras de um amigo e até mesmo na
atitude daqueles que nos prejudicam. Falamos com Deus em orações e em todas as
ações e pensamentos de nossa vida diária. Não precisamos de sinais para
proclamar que somos servos fiéis do Deus vivo, nossas vidas são nossa testemunha.
Pode haver épocas em que não enxergamos o Senhor e Governante devido ao pó da
batalha que está em curso ao nosso redor, mas temos as instruções, as ordens e
Deus confia em nós para espalharmos a palavra do Evangelho do Amor. Nossos
corações anseiam pelo fim da batalha de uma vez e pelo dia em que estaremos face
a face com Jesus, o prometido Senhor e Governante deste mundo e do próximo. Até
lá, diariamente oramos pelo seu retorno nas palavras da segunda antífona:
O Adonai,
Ó Senhor,
et dux domus Israël,
chefe da Casa de Israel,
qui Moyse in igne flammae rubi apparuisti,
que apareceste a Moisés na sarça em fogo,
et ei in Sina legem dedisti:
e deste-lhe no Sinai a lei.
veni ad redimendum nos in brachio extento.
Vinde resgatar-nos com teu braço estendido.
06 de dezembro - Magnificat: a canção de Maria por surprisedbyjoy@yahoo.com
"Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se
alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis
que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada".
Lucas 1:46-48
O Natal logo chegará. Os dias ficam repletos de pensamentos sobre compras e as
noites trazem oportunidades de participarmos de comemorações natalinas. Meus
vizinhos de infância muitas vezes saíam cantando pela vizinhança antes de
retornarem para beber chocolate quente e sopa. Cantar canções de Natal no
Meio-Oeste norte-americano não era para os fracos. O gelo cobria as janelas e a
neve estalava sob nossos pés. Minha mãe sempre nos lembrava de usar nossas luvas
e roupas de baixo de inverno. Visitávamos e cantávamos para os mais idosos, nos
abrigos e nos asilos e hospitais da região. Tenho certeza que às vezes
cantávamos horrivelmente, mas as pessoas sorriam diante de nossos esforços.
Éramos uma bênção para alguns e um problema para outros, tenho certeza!
Por outro lado, a mãe de Jesus tem sido uma bênção para todas as gerações.
Muitas de suas palavras foram transformadas em música. Os versos de hoje são um
famoso hino de glória, conhecido como Magnificat. Na tradução da Vulgata Latina,
a palavra inicial é Magnificat, que significa glorificar. Esta camponesa judia
humilde era uma mulher de profunda fé e vasto conhecimento sobre as Escrituras.
Muitos comentários e notas de estudo da Bíblia encorajam os leitores a ler a
canção de Maria como um salmo e compará-la com a canção de Ana (1 Samuel
2:1-10).
A jovem Maria era uma virgem noiva de José. Durante seu noivado, ela recebeu a
extraordinária visita do anjo Gabriel, que havia sido mandado por Deus
especificamente para dar uma mensagem pessoal a ela. Maria havia sido
privilegiada diante dos olhos de Deus e fora escolhida para carregar um filho
que mudaria a história do mundo. Ela conceberia através do Espírito Santo e
chamaria seu filho de Jesus. Sua resposta inicial à visita de Gabriel está
demonstrada no início deste capítulo, com suas famosas palavras "Disse então
Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra". Ela
compreendia que para Deus nada é impossível.
Maria imediatamente partiu para passar muitos meses com sua prima mais velha
Isabel, que também estava grávida. Isabel ficou emocionada ao ver Maria e
abençoou-a. Depois da bênção, Maria disse as maravilhosas palavras do Magnificat.
Esta memorável jovem nos mostra como agradar a Deus, seu salvador. Maria tinha
Deus em alta conta, ela o glorificava e honrava pela intervenção pessoal em sua
vida. Ela estava ansiosa para que Deus a usasse de forma milagrosa.
A resposta de Maria pode ser sua. Na verdade, somos criados para abençoar Deus.
Sem uma relação pessoal com o Santíssimo, estamos incompletos. Precisamos
abençoar, honrar e glorificar Deus diariamente, pois honrar a Deus é bom para
nossas almas.
Oração: Nós glorificamos e jubilamos a Vós, Ó Deus, nosso Salvador! Amém.
07 de dezembro - Mais sobre Maria por surprisedbyjoy@yahoo.com
"Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome. E a sua
misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem".
Lucas 1:49-50
Maria era uma adolescente inesquecível. Ela claramente compreendia a santidade e
o poder de Deus. Deus era seu Deus poderoso! Mas esta jovem de fé tem algo mais
a nos ensinar. Ela entendia que Deus é misericordioso e pessoal. Deus nos vê.
Deus faz grandes feitos para aqueles que O adoram.
As palavras de Maria oferecem uma visão de sua vida pessoal de fé. Ela não
imaginava o que havia por vir, mas sabia que Deus estava no controle e possuía
seu futuro. Esta camponesa humilde e pobre nos oferece sua experiência em Deus.
Deus fez grandes coisas em sua vida. E ela estava preparada para fazer aquilo
que era humanamente impossível por Deus.
Talvez no Natal, possamos seguir seu exemplo de honra e adoração. Seu testemunho
pode ser nosso. Deus deseja e anseia por fazer grandes feitos em nossas vidas.
Honrar a Deus é um bom modo de começar. Honrando-O, vivemos a misericórdia
piedosa de Deus na vida diária. Maria sabia que a misericórdia de Deus se renova
a cada manhã. Deus proveria tudo que precisasse. Grande é a fidelidade de Deus.
Oração: Deus misericordioso, sagrado, poderoso e pessoal, façais grandes coisas
por nós também! Amém.
08 de dezembro - Deus de fraldas por surprisedbyjoy@yahoo.com
"A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que,
estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à
luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura,
porque não havia lugar para eles na estalagem".
Lucas 2:5-7
Participei de muitos serviços religiosos da véspera de Natal. O mais poderoso
foi quando servia na Marinha americana a bordo de um navio de munição no Golfo
Pérsico. Era o capelão do navio. Seria o primeiro Natal longe de casa para
muitos dos jovens a bordo.
Alguns de nós trabalhamos em segredo para fazer uma noite memorável a eles.
Trabalhamos durante meses de antecedência, cuidadosamente preparando para o
Natal. Cada marinheiro seria incluído e receberia uma meia de Natal como
presente quando acordasse na manhã de Natal.
Diversas igrejas da América nos enviaram biscoitos e caldas quentes para os
marinheiros. Cada um deveria ser embrulhado individualmente antes de ser
colocado nas meias. Antes do serviço de véspera de Natal a bordo, cuidadosamente
penduramos as meias ao lado da área de repouso de cada marinheiro.
Jamais esquecerei esta véspera de Natal. Estávamos a milhares de quilômetros de
nossos entes queridos em águas inimigas. Era uma época quando não havia email ou
telefone celular. Tudo o que tínhamos era uns aos outros. Nos reunimos na
cantina do navio para algumas horas de canções de Natal. Eu escrevera uma peça
simples, na qual o oficial de comando tinha um papel importante. Os jovens
marinheiros cantaram, riram e pareciam se divertir com tudo. Lembro-me da
expressão em seus rostos enquanto se reuniam na área. De repente, Papai Noel
chegou com presentes. Os marinheiros ficaram maravilhados. Acendemos velas e
ouvimos a incansável e amada história do Natal. Encerramos as comemorações da
véspera de Natal cantando. Anos depois, recebi uma carta de um dos marinheiros.
Ele escreveu: "Prezado Capelão. Deveria ter-lhe agradecido na época, mas não o
fiz. Quero que saiba que me deu um dos melhores Natais da minha vida. Muito
obrigado por todo o trabalho".
Comparada à de Maria e José, minha véspera de Natal foi fácil. Maria esteve em
trabalho de parto durante horas em um estábulo pequeno e sujo, sem uma parteira.
Tudo o que ela tinha era o ansioso José, que se recusou a sair de seu lado. Era
preciso estar lá para verificar o nível de estresse do pobre José. Ali nasceu o
menino-Jesus.
O Príncipe da paz e luz às nações nasceu na pobreza e na obscuridade. O Filho de
Deus foi embrulhado em farrapos. Maria já não estava carregando a criança. Ela
tinha um filho, Deus de fraldas. Talvez devêssemos aproveitar uma pausa fértil e
meditar sobre Deus de fraldas. Somente Deus pensaria em habitar entre nós como
um recém-nascido.
Oração: Deus, abençoe-nos com a alegria do Natal quando nos lembramos do
primeiro Natal com gratidão. Amém.
09 de dezembro - A Terceira Antífona: A Raíz de Jessé por Gods_Gnome@yahoo.com.
"E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por
estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será
glorioso" "E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de
Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete
selos".
Isaías 11:10 (citado em Romanos 15:12), Apocalipse 5:5
Ó RAIZ DE JESSÉ que te ergues como um estandarte para os povos, diante de quem
se calarão os reis, e a quem as nações pedirão clemência: VINDE libertar-nos,
não tardeis. Amém.
Na leitura de hoje, o ar de expectativa inerente às Antífonas reflete a
antecipação alegre que experimentamos durante o Advento. Cristo, com cuja vida e
morte nossa salvação foi conquistada, permanece altivo como a mais alta das
árvores das florestas da Terra e impõe-se como o estandarte sob o qual todas as
nações se unirão proclamadas como povos de Deus. O Calvário não foi o fim de
Jesus mas o fim do pecado. Jesus ergueu-se triunfante e fala aos corações dos
povos de todas as nações por todas as gerações. O Advento nos lembra de Jesus, o
presente de Deus e o Calvário nos apresenta como nossa salvação.
Na Páscoa, a tumba vazia anunciou a gloriosa notícia de que Cristo subira aos
céus e voltará por nós. Nossos corações anseiam por esta época, o período de
descanso e paz professado por Isaías, quando tomarmos nossos lugares com os
santos que já serviram na Terra e que retornaram em triunfo a Deus. A escritura
não deixa dúvidas de que aqueles adquiridos por Jesus "de cada tribo e língua e
povo e nação" responderão a seu chamado. No Natal, por todo o mundo, uma época
de paz é proclamada, uma época em que as hostilidades pausam de forma que as
pessoas possam pensar no presente de Deus entre nós.
As vidas daqueles que aguardam o retorno da Raiz de Jessé são marcados pela
esperança, o júbilo, a serenidade e o poder. Para eles, não há situação sem
esperança, pois todas as situações estão sob os cuidados de Deus. Eles vivem a
alegria que surge do interior, a alegria que tem origem nos mananciais de
salvação de Cristo. Aqueles que têm certeza de que Deus está no controle podem
libertar-se das tensões internas e das preocupações indevidas sobre os eventos
externos. O poder dos homens e mulheres centrados em Cristo não é demonstrado
com a autoridade sobre os outros, mas em vidas que refletem o poder de deus
constantemente trabalhando a santidade em cada pessoa. Nenhum rei, imperador,
presidente ou primeiro-ministro terreno conseguirá o poder que Jesus tem,
silenciosamente ao lado de Deus, enquanto as pessoas de todos os países
respondem e dirigem-se vagarosamente para tomarem seus lugares a seu lado.
Erguemos nossas vozes em oração de júbilo nas palavras da terceira antífona:
O Radix Jesse,
Ó Raiz de Jessé,
qui stas in signum populorum,
que te ergues como um estandarte para os povos,
super quem continebunt reges os suum,
diante de quem se calarão os reis,
quem gentes deprecabuntur:
e a quem as nações pedirão clemência
veni ad liberandum nos,
vinde libertar-nos,
jam noli tardare.
não tardeis.
10 de dezembro - O dilema de José: que criança é essa? Maria diz
ser Deus, mas, na verdade, que criança é essa? por Gods_Gnome@yahoo.com
Mateus 1: 18-19: "Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria,
sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do
Espírito Santo. 19 Então José, seu marido, como era justo, e a não queria
infamar, intentou deixá-la secretamente".
Muitas vezes em nossas vidas ouvimos falar em eventos que parecem estar além dos
limites da probabilidade. Para alguém vivendo no início do século vinte, o
conceito da exploração espacial, humanos morando em naves espaciais que orbitam
ao redor da Terra, a televisão e os computadores pareceriam sonhos improváveis.
Ainda assim, hoje em dia, especialmente para as crianças nascidas nesta época,
são eventos absolutamente comuns. As descobertas médicas muitas vezes ocorrem
quando os pesquisadores estão tão convencidos de que aquilo que parece
impossível é possível que eles trabalham infinitas horas, às vezes, sem qualquer
pagamento, para provar suas teorias. As vacinas em uso hoje em dia, algumas
vezes, foram testadas em seus inventores, que estavam tão certos dos efeitos das
mesmas que estavam preparados a colocar suas próprias vidas em risco para
demonstrar seu valor.
José, quando confrontado pela notícia da gravidez de Maria, deve ter sentido
como se estivesse ouvindo uma história cuja probabilidade era mínima. José tanto
amava e respeitava Maria que, ao invés de expô-la às autoridades por estar
grávida de um filho que não era seu, ele planejou mandá-la para algum lugar
seguro até que a criança nascesse. Maria, com sua simplicidade juvenil, contara
a ele sobre a visita do anjo que declarara que a criança seria concebida pela
ação do Espírito Santo. Para os judeus da época, o Espírito Santo estava ligado
com o trabalho de Deus na criação. Em hebraico, usa-se a mesma palavra para
respiração e espírito, de forma que o sopro de Deus que criou a vida era também
identificado com o Espírito de Deus. Na verdade, os judeus acreditavam que no
nascimento de cada criança havia três parceiros. Havia o pai, a mãe e o Espírito
de Deus. Assim, nenhuma criança poderia nascer sem espírito.
No entanto, mesmo com conceitos como este, comuns em seus dias, José não pode
ser convencido de que Deus, trabalhando no corpo de Maria realmente concebera a
criança. Ele deve ter pensado em cada um dos amigos e visitantes que estiveram
em sua casa nas semanas anteriores, enquanto buscava descobrir um humano que
pudesse ser o pai desta criança. Quantas vezes não relembramos os eventos de
semanas anteriores enquanto tentamos compreender as circunstâncias que ocorrem
em nossas vidas? Para um homem comum como José, deveria haver uma solução comum
para o problema do pai desaparecido. Mas quem poderia ser? Poderia ter sido um
cliente que freqüentasse a carpintaria? Como Maria poderia estar tão calma e
complacente enquanto realizava suas atividades de rotina, sabendo que a criança
que levava no ventre não possuía qualquer relação com ele? Ele deve ter ficado
acordado muitas noites lutando contra as implicações desta gravidez inesperada.
Por fim, ele se convenceu, Maria deveria ser mandada para longe, como tantas
mulheres jovens são, para um local onde ela fosse desconhecida, para dar à luz a
criança. Como muitos de nós, inicialmente ele não conseguiu acreditar na
mensagem de Deus, uma mensagem que desafiava todos os seus conceitos anteriores.
Oração: Deus de milagres e possibilidades infinitos, ensine-nos a deixar de
tentar colocá-Lo em pequenas caixas ou definições simplesmente porque não vemos
além de nossas próprias experiências. Amém.