CHANUCÁ - A FESTA DAS LUZES
Quando os nazistas tentaram eliminar o povo judeu, matando seis milhões nos campos de concentração, tentaram também eliminar a Esperança de toda a Humanidade. Quantas foram as humilhações e incertezas impostas a esse povo. A escuridão provocada pela maldade foi e é hoje substituída pelas luzes restauradoras de Chanucá. Todos os anos em 25 de Kislev (no mês de dezembro), o judeu celebra a ação milagrosa do Eterno, nosso Deus, na história de Israel: Israel existe, quer como Estado ou como Comunidade, quer na sua terra ou espalhada pelo mundo, Israel é testemunha da fidelidade e bondade infinita do Eterno, nosso Deus, o Deus único.
Chanucá é um alento a todos os povos em todo tipo de opressão. Os governos ditatoriais são especialistas em proibir a livre manifestação daqueles que se diferenciam dos ideais propostos por eles. Também as democracias são perigosas quando fazem valer a vontade da maioria em detrimento das minorias raciais, religiosas ou sexuais: da mesma forma que as ditaduras, sutilmente eliminam a possibilidade da livre expressão das minorias, tornando-as “estranhas” e perigosas à sociedade, ou mudas diante do sistema vigente. Mas quando as velas de Chanucá brilham e lembram o grande milagre acontecido nos tempos dos macabeus, lembram também que o Eterno age em favor daqueles que são impedidos de manifestar sua cultura, expressar livremente sua fé, guardar suas tradições, expressar livremente sua sexualidade. O mesmo Deus que ordena o mandamento de acender as velas de Chanucá ordena a cada um, a cada uma, ser uma luz onde as trevas da maldade e da opressão se tornaram regra geral. As luzes de Chanucá não são mágicas. Por si não eliminam o mal. São dons divinos que permitem ao ser humano, homem e mulher, distinguir o caminho certo para a humanização e inclusão de todos e todas.
O autor desta material é Reverendo Luiz Fernando Pereira Garupe da Igreja Comunitária Metropolitana - Comunidade Emaús, São Paulo, Brasil.